Terça-feira, Julho 25, 2006

Fontes de Inspiração na medida certa

Breakout lotada. Gente em pé, sentada no chão, de joelhos.
Isso tudo pra ouvir Piers Fawkes, PSFK dar dicas na sua Breakout Session "Gathering Inspiration For Creative Planning”.

E o que ele fez foi isso mesmo. Deu uma lista de sites e outras fontes bacanas (como ele mesmo disse, tanto da "velha escola" quanto da "nova") para ajudar desde as buscas mais óbvias até as mais obsessivas e complexas. E, com isso, gerar inspiração para planejadores e demais curiosos.

Vários sites todos nos já conhecemos, mas vou colocar a lista toda pra termos uma referência do que o mundo usa que nos já usamos.
- Lista, aliás, feita pela Sumara da Full Jazz, um dos poucos brasileiros que conseguiu sentar na frente, e… numa cadeira. Valeu Su! -

Pra organizar melhor essa história o Piers dividiu as fontes em 5 segmentos:

1. Human led sites: cool sites, trend spotters and marketing pundits
2. Independent publishers
3. Newspappers
4. Community led sites
5. The algorithm

1. HUMAN LED SITES

COOL SITES

www.coolhunting.com
www.joshspear.com
www.boingboing.net
www.woostercollective.com
www.beta.flavorpill.net - Daily Candy
www.zefrank.com
www.goodproducts.net - Midwest is Now
www.notcot.com (fiquem de olho nesse, Piers disse que ele tem tudo pra ser o próximo “coolhunting”)
www.thesartorialist.blogspot.com

TREND SPOTTERS

www.facehunter.blogspot.com
www.blog.honeyee.com - by Hiroshi Fujimara (esse é japonês, mas ele disse que as fotos etc valem a pena)
www.trendwatching.com
www.zandland.blogspot.com
www.psfk.com (esse, claro, ele não ia deixar de citar…)
www.fashion.psfk.com
www.creativepost.nl
www.jeansnow.net
www.caymag.com

Futurelab
Seth Gain
Vig.point

Os 3 útlimos foram recomendações de planejadores da plateia. Eles não deram o endereço dos sites, mas let`s google…

MARKET PUNDITS

www.russeldavies.typepad.com
www.influxinsights.com
www.cultureby.com - by Grant Mcracken
www.threeminds.organic.com - by Three Minds @ Organic
www.blog.dna.co.uk – by DNA
www.blog.industrialbrand.com


2. RANDOM: INDEPENDENT PUBLISHERS

The Onion
Royal Magazine – www.theroyalmagazine.com
Animal Magazine – www.animalnewyork.com

3. NEWSPAPERS

New York Post page 6
The Sun Bizarre – www.thesun.com.uk

4. COMUNITY LED SITES

Comunited Edited:

www.digg.com – by Digg – the front page
www.marketd.com
www.netscape.com

User Tagged:

www.flickr.com
www.youtube.com
www.technorati.com

Community Contribute:

www.makezine.com/blog

5. VERY RANDOM: ALGORITHM

www.googletrends.com
www.trendwatching.com (dica: procure por frases como: More and more people)
www.googlenewsalerts.com

Ufa! É isso.
Mas, com tanta informação a nossa espera, a gente vai ter que passar as madrugadas na Internet ou largar nossos empregos pra ficar inspirado?
Nope!

Quase como um médico, Piers nos deixou uma recomendação no final da sua apresentação:

1 acesso de 30 minutos pela manhã. Antes de começar a ler E-mails.
1 acesso de 30 minutos na hora do almoço. (Ou um pouco antes disso porque muito sanduiche na mesa nao faz bem.)
1 acesso de 30 minutos a noite. Antes de desligar o computador e ir pra casa.

Post feito em homenagem `a Paulinha Rizzo ;-)

Global Branding pelos ares

"O mundo nao est'a mudando, o mundo j'a mudou!".
Assim come'cou a Breakout Session "Alternative Ways to Global Brand" com Julie Liss e Suzanne Powers da TBWA/Chiat/Day.
E, de que mudancas exatamente Suzanne est'a falando?
No que diz respeito a m'idia, o consumidor foi do "consumo" para o "controle, interacao e criacao".
Com a tecnologia, o usu'ario deixou de ter uma "relacao funcional" para ter uma "relacao emocional" (Beeem emocional, ali'as)
E quanto ao proprio consumidor, ele deixou de ser um so "individuo" para ser parte de uma (ou mais) "comunidade".
Mas, e os tais "Alternatives Ways to Global Branding" nesse contexto?
Pra ser breve: a solucao sao grandes ideias. Grandes a ponto de transcederem a cultura local ou nao caberem num guide line.
Todos os exemplos que Julie e Suzanne trouxeram tinham um conceito forte o bastante pra sobreviver as "adaptacoes" locais sem perder o sentido, e sobretudo, tinham nas suas campanhas ideias enderecadas as mudancas do mundo que iniciaram a palestra das duas planejadoras.
Pedigree, Adidas, Starburst (nao confunda com Starbucks!) foram marcas que fizeram desde eventos pra fazer pirulito ser socialmente aceito num mercado onde ele era "renegado", um cafe / bar" para cachorro em Paris, at'e colocarem o consumidor numa bola gigante e atirarem ambos a muitos metros de altura.
É a tal da Brand Experience.
Mas, Global?
Sim, eu diria que jogar o consumidor pelos ares com certeza 'e eficiente em qualquer mercado.

Uma visao antropologica

Ninguém foi tão aplaudido até agora como o antropólogo Bob Deutsch (Brain Sells), que falou na sessão plenária matinal sobre "Inspiring through behavior". O Dr. Deutch disse que tem vontade, quase uma missão "mítica", de mudar o nosso negócio, abolindo e trocando o termo "consumer" por "people".

Conceber pessoas, não consumidores. Nessa mudança reside nossa fonte mais rica e genuína de inspiração. Mas, para isso, diz ele, temos que aprender a falar com as pessoas e a ouví-las, na vida como ela é, onde não existem "focus groups".

Três recomendações do Dr. Deutsch aos planejadores:

1. Go personal
2. Go particular
3. Go primal

Ao invés de seguir procedimentos esquemáticos e posar de guru, o planejador deve olhar o planejamento como uma arte. "A arte é a história das particularidades, a história de como expressar o pessoal. A arte nos inspira a olhar as pessoas e o mundo com mais atenção e mais autenticidade", disse ele.

Olhar o particular é buscar a "história secreta" de cada um, aquela história da qual não somos totalmente conscientes mas a qual vivemos diariamente - não a história linear, lógica, habitual, controlada, mas aquela da "vida real".

Seguem algumas citações do Dr. Deutsch que consegui anotar ouvindo-o ou copiei dos charts projetados (já que só receberemos o material da conferência daqui a um ou dois meses).

"To be contemporary is to go primal, i.e., finding what's in everybody's bones, the underlying commonality that all people share, the stuff that is in everybody's mind."

"Focus on recovering and reanimating people's authentic experience."

"Go deeper than top of mind."

"Put primary focus on beliefs and emotions, not on attitudes and usage."

Ele criou um sistema de análise que chamou de "Primalysis":

1. "HUMAN NATURE: age-old and ageless motives and images of your product or category that people have in their minds."

2. "HUMAN MIND: current beliefs, biases, categorizations and "facts" about "me", "you" and Society".

3. "CULTURAL MOMENT": the world of "too" (na globalização, aquilo que existe ou vale aqui, vale alí, acolá e mais além...)".

Finalmente, duas pérolas, a primeira delas enigmática:

1. antigamente vivíamos no mundo do "to be or not to be", hoje estamos na era do "to be and not to be";

2. e a segunda, bem, brilhante: "branding is when one's personal story merges another's story, being the other a product".

Planning in the digital world

O Bernardo assistiu e comentou pra gente:

Planning in the Digital World, sessão conduzida por George Scribner, diretor de planejamento da Digitas (uma agência de comunicação que se especializou em mídia digital), foi dividida em duas partes. A primeira, que falou mais conceitualmente sobre o desafio digital, se não foi exatamente original (afinal todos já sabemos como e o quanto os conceitos de conexão, mídia e comunicação têm mudado com a internet), certamente foi inspiradora e interessante, como tudo que versa sobre novidade e tendências costuma ser, quando dito com inteligência e paixão. A segunda parte, aquela que deveria mostrar os casos de sucesso que melhor integraram as novas técnicas de marketing digital com a boa comunicação off-line, foi decepcionante, na minha opinião. Faltou elaborar minimamente sobre os casos, mostrar detalhes motivadores: ficou tudo num nível superficial que, para mim, um estrangeiro que pouco conhece os produtos do mercado americano de que falaram, pareceu-me vago, impreciso ou, talvez, apressado.

Falando, então, sobre a primeira parte, uma história contada pelo apresentador chamou a minha atenção, em particular, porque me lembrou de um conceito em que eu já acreditava, por causa de minha experiência pessoal. O que eu quero dizer é que, se você quer saber como o futuro vai ser e como pensarão as pessoas do futuro, preste atenção em seu filho. Aprendi isso na prática. Uma vez, há uns 12 anos, eu tentava explicar para minha mulher como funcionava a internet. Eu tinha lido um livro ótimo sobre o assunto e falava com entusiamso sobre redes, computadores, servidores, portais, transporte de dados e todas essas coisas em que um leigo não tem o menor interesse. Para minha mulher, que não era do ramos tecnológico, tudo parecia cada vez mais complexo e chato. Eu fiz o dial up para o portal de acesso e começou aquele barulinho chiado, típico de um modem tentando estabelecer a conexão. Meu filho, que tinha 3 anos etão, brincava, distraidamente, com seus brinquedos espalhados pelo chão. Ao ouvir o barulho, ele me perguntou o que eu temia: "que barulho é esse, papai?". Naquele momento, eu tinha que pensar numa explicação de internet que ele pudesse entender. Pensei um segundo e respondi, com receio do que estava dizendo: "é o meu computador que está conversando com outro computador pelo telefone, filhinho". E ele me respondeu, simplesmente, sem nem levantar a cabeça: "ah, bom". Eu percebi que ele tinha entendido tudo. Esse foi o sinal de uma nova geração chegando, de uma nova fase de conhecimento se estabelecendo. Pois a história que eu ouvi ontem foi similar, em impacto, para mim. O George contava que o Tivo da casa dele quebrou e que o filho dele, de 3 anos, queria ver seu desenho animado favorito. Quando chegou a hora do show, o pai amoroso simplemente ligou a TV e ambos, pai e filho começaram a ver juntos o Scooby Doo. De repente, entrou um comercial. O filho olhou para o pai, espantado, e perguntou:"Pai, o que é isso?". Foi assim que o menino ficou sabendo o que era um comercial de televisão, porque ele só tinha vistos shows pré-gravados, até então, no seu Tivo.

Claro que isso vai demorar muito a chegar ao Brasil e que, em chegando, talvez venha a ter um impacto bem diferente do que tem tido nos Estados Unidos, já que o acesso a bens e internet é muito diferente nos dois países. Mas a adoção de novas tecnologias, se não necessariamente é uma ameaça de médio prazo, certamente representa uma oportunidade para as boas agências de comunicação. Não deixa de ser interessante observar que, cada vez mais, os consumidores estão pagando pelo conteúdo que desejam e ignorando o conteúdo aberto. E que as pessoas estão se transformando em geradoras de conteúdo, do seu próprio conteúdo, e não apenas consumidoras de conteúdo alheio.

Talvez por isso, as palavras que mais me chamam atenção, por aqui, são "colaboração" e "diálogo". Não apenas dentro das agências (não apenas estimulando uma troca mais direta entre pessoas de especializações diferentes, como planejadores, mídias e criativos) mas entre as marcas e produtos e aquelas pessoas que os consomem. Com as novas tecnologias, a interação não apenas se tornou possível. A eliminação (de contato) também. Se as marcas não forem capazes de estabelecer um diálogo ou de fazer alguma coisa pelos seus consumidores, as pessoas, simplesmente, vão embora, "trocam de canal". E canal, aqui, quer dizer qualquer forma de contato. Elas se conectam ou desconectam conforme a possibilidade de troca e ganho pessoal seja mais ou menos promissora e gratificante.

Preparado por Bernardo Lorenzo Fernandez

Painel de Midia

Acabou de terminar por aqui o painel "Who are Media Companies Inspiring?" e a discussao foi a seguinte:
A revolucao pela qual a propaganda esta passando tem tudo a ver com midia.
Ela trata dos novos pontos de contato com o consumidor e os novos meios do consumidor se relacionar com a marca.
E isso 'e midia.
Os "panelists" Shane Ankeney (Doner), Paul Hindle (OMD) e Frances Page (MAGNA Global) reclamaram que o planejamento est'a muito proximo da criacao e nao tao proximo assim da midia.
Mas, e a'i?
Nao, nao temos que nos afastar da criacao pra ficar mais perto da midia. Temos sim que ter mais cadeiras na sala de reuniao. Pra caber todo mundo. Seja de onde for.

(Sorry, continuo sem acentos...)

Connections Brief

Hoje de manhã a a sessão plenária teve um painel de debatedores sobre o tema "Who are media companies inspiring", que abordou, entre outras coisas, um problema sério, mas frequentemente ignorado.

Quando Shane Ankeney (Doner) perguntou à platéia "quantos de vocês planejadores sentem que trabalham realmente integrados com a mídia desde o início do planejamento", duas dezenas de pessoas levantaram a mão, em 800 presentes, Só um terço da sala afirmou ter uma seção mais elaborada do Brief Criativo dedicada à mídia, além da convencional rubrica "TV, Rádio, Print, Midia Exterior e POP". Menos ainda "mídia" no seu sentido mais abrangente, significando a inesgotável mina de canais, meios e pontos de contato e conexão que não cessam de proliferar.

Paul Hindle (OMD) disse que ainda está por nascer um modelo convincente de "Connections Brief", capaz de orientar todos os especialistas em torno de uma idéia marcante de campanha (branding idea).

Um cachorro ou dinheiro?

Pick of the Litter é um prêmio, criado pela Miami Ad School, para jovens planejadores. A recompensa é bem bacana: dinheiro ou um filhote de labrador. O vencedor acabou de ser anunciado no palco: um carinha da Fallon, para CNBC.

Quem tem até 3 anos de experiência pode inscrever seus trabalhos no ano que vem. Um dos finalistas desse anos era de Estocolmo.

Mas o mais bacana é que todos podem conferir 8 anos de vencedores em http://pickofthelitter.info

E o que os criativos esperam de nos, planejadores?

Pois 'e, nao ficou muito claro.
Acho, sinceramente, que os nossos criativos seriam mais criativos na resposta.
Chris Wall pediu: "Me ajudem a entender com quem estamos falando.".
Ok, ok. Ja sabemos e ja fazemos.
E disse tambem: "Precisamos de mais verbos e menos adjetivos.".
Ok, ok. Faremos.
Mas, a'i veio a parte legal.
Perguntado mais uma vez sobre como ele acha que os planejadores podem ajudar a cria'cao, ele parou, passou a mao na orelha - umas 15 vezes - deu um sorriso de canto de boca e disse: "Desliguem os seus computadores, sentem com a gente e vamos bater um papo.".
'E isso!!
Obrigada pelo convite Chris. Reserve uma cadeira do seu lado.

(Laptop emprestado... Post sem acento..)

Muvuca

Festa em conferência de planejamento costuma ser ruim. Bem ruim. Esse ano foi diferente. Não que o evento tenha melhorado muito -- coquetel na beira da piscina, nada muito "sparky".

A companhia, por sua vez, foi excelente. A brasileirada que está aqui não é só a maior delegação, mas é muito bacana. E nunca foi tão próxima. Pode parecer bobagem, mas eu acho que essas coisas fazem diferença não só na viagem. Fazem diferença para o planejamento do Brasil ser menos um arquipélago de pequenas ilhas e mais uma muvuca com voz ativa :)

Amanhã as fotinhos da noite no AAAA Gente.

A marqueteira e o brincalhão

Segue um suscinto balanço da segunda-feira. Terminado o primeiro dia minha impressão é dúbia com relação a essa conferência.

É uma impressão positiva pois estamos todos tendo o melhor contato possível com a elite do planejamento americano e, por quê não dizer mundial. Sendo assim seus cases, experiências e formas de ver as coisas nos ajudam a pensar em como trabalhamos no nosso dia a dia: se, como e quando vamos aplicar esse tipo de conhecimento ou abordagem nos clientes do Brasil. Vale aqui também comentar a honrosa oportunidade de conhecer pessoalmente e poder interagir com planners de várias agências do Brasil.

Mas ao mesmo tempo é uma impressão negativa pois nada do que vi no dia de hoje me impressionou profundamente. Claro que o Chuck Porter mandou bem, mas os criativos do primeiro painel não estavam nem aí pros 700 planners do auditório. Já os pesquiseiros do segundo painel mostaram coisas lindas na teoria, mas que na prática sabemos que nem sempre é assim. Quanto às breakout sessions, assisti duas bem ruins: a do cara da Digitas e a do Russel Davies: ambos enrolaram, ambos não disseram nada além do óbvio e ambos venderam a empresa pra platéia.

Justamente o que salvou o dia, pelo menos pra mim, foram as 2 palestras dos NÃO planners que vieram dar sua visão para nós: a Ann Hand, vice presidente de MKT da BP - British Petroleum e o Richard Tait, fundador da Cranium.

Acho que amanhã será melhor. Acredito que vários planners vão impressionar a platéia e se juntar aos nossos colegas que mandaram bem: a marqueteira e o fabricante de brinquedos.

Pra finalizar, a única coisa weird de hoje foi ver meu "parente" da BBH de NY, fazer a apresentação do case vencedor de AXE usando um roupão laranja. Mas segue o jogo...

Amanhã tem mais.

Alta expectativa?

Acabou o dia. Após o tradicional "get together" com drinks & jantar - tipicamente americano -(com hora para começar e acabar) devo confessar que me senti pouquíssimo compelido à escrever alguma coisa sobre o dia.

Diferentemente do evento passado em Chicago, o dia foi de poucas surpresas (talvez eu tenha escohido errado as "breakout sessions" mas, mesmo as conferências coletivas também foram fracas). Para se ter uma idéia, ouvimos de um consagradíssimo publicitário dono de uma "boutique criativa" coisas do tipo "The whole world is a moving target" e "Most products are much better than the advertising it is surrounded by" (David Ogilvy falava isso para conquistar seus clientes há 20 anos atrás).

A expectativa para esse evento era a de uma evolução no discurso coletivo e no conteúdo individual, seja nas palestras ou na mensagem tema do evento - "spark!" (inspiração), já que o evento contempla palestras de americanos e ingleses para americanos (em sua grande maioria). Não foi o que aconteceu. O sub-texto do evento de hoje tangenciou a necessidade de defesa da cadeira de planning. Eu diria que a situação foi constrangedora para um mercado maduro como o americano.

Mas não foram só decepções não. Alguns outros "quotes" - mesmo que isoladamente - valeram algumas palestras. Mark Beeching, Global Executive Creative Director da Digitas teoriza: "We need more verbs, less adjectives", mencionando basicamente que o século 21 retrata claramente um ambiente propenso a "ATITUDE", sugerindo mais ação, menos discurso entre marca e consumidor. Outra menção que vale honra do dia fica por conta de Ann Hand, Senior VP GLobal Retail Marketing BP, que diz sem medo de ser feliz: "Planejadores, por favor, não me lembrem das mazelas de minha marca/corporação em seus diagnósticos e recomendações. Eu já os conheço; TRAGAM-ME ALGO NOVO", provoca ela.

Mark Earl tentou - sem sucesso - derrubar a premissa do neuromarketing (veja comentário do amigo Jura sobre o assunto), mas trouxe no final de sua palestra uma dica preciosa que pode ajudar os planejadores em seus discursos de convencimento sobre a importância da comunicação segmentada. Através de um esquema gráfico simples de entender, ele ataca a tradicional pesquisa de mercado dizendo "We have been wasting our time researching for wrong subjects. Peer to peer influence nowadays tend to be more a subject of investigation than any other current massive model of persuasion (mass communication)".

A última decepção do dia foi com o brilhante Russel Davis - que deu show há um ano em Chicago - e aqui fez a audiência trabalhar porcamente no espaço de alguns minutos em exercícios sobre criatividade (que poderiam ser teorizados por ele, não praticados por nós). Isso sim, foi uma perda de tempo. Seu speech inexistiu e o sub-texto marcado pela apresentação foi o da venda de sua nova empresa de consultoria, a OIA - Open Intelligence Agency.

Amanhã - digo - hoje (já são 5 minutos pós meia-noite) tem mais.

Uli.