Sexta-feira, Julho 21, 2006

Breakout Session #4

Os comentários vão ter que ser bem rápidos, porque ainda tem um monte de coisa pra resolver até o fim do dia e poder viajar tranqüilo amanhã. Pra dar mais emoção, o e-mail daqui da agência tá encrencado, com atrasos de até 8(!) horas.


Terça-Feira, segunda sessão (3:15 PM)

Planning for an Experience
Liron Reznik, kirshenbaum bond + partners


Repeteco de sessão que vai ter rolado na segunda-feira...

The Word of Mouth Marketing Revolution 2.0
Cathy Clift, Rapp Collins
David Rabjohns, Motivequest


Repeteco de sessão que vai ter rolado na segunda-feira...

Inspiring the Creative Hydra
Anne Benvenuto and Nick Law, R/GA


Taí uma empresa que sempre tem coisa pra contar quando o assunto é reinvenção corporativa. A R/GA surgiu nos anos 70 como uma empresa de computação gráfica (fizeram, por exemplo, efeitos especiais para o primeiro Superman em 1978). Ano passado, o Bob Greenberg (fundador) fez uma das apresentações mais interessantes das general sessions, "Creativity In A Multichannel World". Vale considerar...

Culture vs. Consumer
Colin Drummond, Crispin Porter + Bogusky


Motivos não faltam pra ver uma sessão da Crispin. E o Colin é Diretor de Estudos Cognitivos e Culturais, parece ser bom palestrante e tá jogando em casa.

Learning From Innovation Bloopers
Sara Bamber, Anomaly
Nikky Cronk, Anomaly


A Anomaly é uma hot shop de Nova York que anda fazendo questionamentos bem bacanas sobre o modelo de negócios das agências. Outra pra considerar.
(Momento fofoca: além de ter sido Diretora de Planejamento da TBWA/Chiat/Day e da Merkley, Sara pagava 2,4 mil dólares pelo aluguel do apartamento de um dormitório em Manhattan, cansou dessa história e comprou um imóvel no Village por 550 mil dólares. Foi o Google que dedurou, quem mais?)


Bom, por enquanto minhas escolhas são os seguintes:
Sessão 1 (1a de Segunda) - Why Neuro Marketing is Wrong (Mark Earls, Ogilvy & Mather)
Sessão 2 (2a de Segunda) - Speaking in Groups: Spaghetti, Apples and Public Iteration (Russell Davies)
Sessão 3 (1a de Terça ) - Gathering Inspiration for Creative Planning (Piers Fawkes, PSFK) ou Alternative Ways to Global Branding, se a Bel falar muuuuuito bem delas
Sessão 4 (2a de Terça) - Culture vs. Consumer (Colin Drummond, Crispin Porter + Bogusky)


É isso aí. Agora de volta ao trabalho, que o almoço vai ser aqui na mesa mesmo.

Quando Cannes encontra o Planejamento

A Conferência de Planejamento do AAAA inclui um prêmio, o Jay Chiat Planning Award. Os vencedores apresentam seu trabalho ali.

Não sei muita gente concorda, mas acho muito bacana que existam prêmios de planejamento, por um motivo que o APG-UK definiu muito bem no seu conceito: championing excellence in creative thinking. Quando o bom pensamento é reconhecido, fica difícil o pensamento meio-boca se fazer de bom, e isso melhora o trabalho e o mercado como um todo.

Em relação ao prêmio do APG inglês esse aqui está engatinhando: como o APG americano faliu (!), ele ficou sem dono; além disso, era anual, virou bienal e voltou a ser anual. De todo modo, desde 2003 ele pegou ritmo.

E tem muita coisa bacana nele. Além de vender livros com cases vencedores, o site do AAAA disponibiliza 3 cases Gold Winners: Foster Adoption (2005, kirshenbaum bond + partners), A Diamond is Forever (2004, JWT) e Molson Canadian Beer (2003, Crispin Porter + Bogusky).

Crispin Porter + Bogusky? É... além de arrepiar em Cannes (muito além dos filmes) eles fazem um estrago faz tempo nesse prêmio aqui. Ano passado levaram um excelente trabalho para o Google, ganharam em 2003 com Molson e em 1999 (eu acho) com o Truth, aquele campanha anti-tabagismo -- quando eles não eram muita coisa, ainda.

Ganhar prêmios de planejamento E DE criação não é algo muito incomum. A W+K ganhou o Grand Prix em Cannes e no APG-UK com o mesmo pensamento: em um, na forma de briefing, no outro, em forma de comercial. Bom ficar de olho.

NY Spark: Plano A, Plano B (3)

Antes da Copa, eu ficava discutindo com o Paulo, o João e o Rodrigo sobre o que faziam Nike, Adidas e Puma para a Copa; como cada uma das marcas valorizava o seu ponto de vista sobre o futebol. No campo, deu Itália, que é Puma. Na loja, na porta, comemoração pelo título.




Particularmente, achei bem menos legal do que eles fizeram antes, como brincadeiras com o Buffon e, principalmente, pirações de um garoto africano com futebol (acompanhava um site bacanão, que eu perdi o link; se alguém tiver manda nos comentários, please).

Mas lá na loja, junto das coisas africanas, eu achei isso aqui: uma linha de produtos com a assinatura do Pelé. Dá pra acreditar? Como os times deles não eram favoritos, eles precisavam de produtos com a marca Brasil. E ficou descarado: o Plano A (Brasil campeão) virou Plano B, e vice-versa.



Obviamente, o resultado final deixou todo mundo feliz na Puma. Mas eu fiquei com duas perguntas na cabeça. (1) Será que, como marca challenger que são, eles teriam feito uma coisa mais bacana se NÃO tivessem sido campeões? (2) Por outro lado, como é que as coisas podem dar errado para uma marca que se preparou, com idéias e graça, pra não ganhar?