Terça-feira, Julho 18, 2006

Breakout Session #1

Demorei muito mais do que imaginava pra terminar o post. Primeiro, porque tive de sair correndo pra uma reunião. Segundo, porque percebi que é bem difícil comentar as sessões no escuro, sem um pouco mais de informação sobre como as sessões foram estruturadas (pode ser a apresentação de um estudo de caso, pode ser um apanhado de teorias, pode ser um raciocínio com base em uma pesquisa etc). Em outras palavras: não queria julgar livros pela capa, mas como capas são tudo o que temos por enquanto, lá vai.


Segunda-Feira, primeira sessão (1:30PM)

Writing an Award Winning Paper
Adrian Ho, Fallon
William Charnock, JWT


É raro que as breakout sessions abordem assuntos relacionados a carreira, e bacana essa idéia que essa dupla está propondo. Vai ser bacana se for recheada de exemplos bem diversos (não acho que eles vão se arriscar a propor "O" jeito certo de escrever um case para uma platéria de planners, mas sempre há um risco). De toda forma, parece uma sessão fácil de entender quando chegar o CD-Rom com todas as apresentações (ano passado acho que ele chegou em setembro, se não tô enganado).

Alternative Ways to Global Branding
Julie Liss, TBWA\Chiat\Day LA
Suzanne Powers TBWA\Chiat\Day NY


Essa me deixou curioso. O que seriam as Alternative Ways? E qual a implicação delas para o nosso trabalho? Ano passado, a própria TBWA mostrou em uma Breakout Session sobre Disruption a proposta de um planejamento cooperado entre vários escritórios, e foi bem bacana. Acho que esta alternativa pode dar jogo.

Why Neuro Marketing is Wrong
Mark Earls, Ogilvy & Mather


A Bel disse tudo o que eu tinha pra dizer no post dela.
Eu acho que essa escolha é arriscada demais.

The Word of Mouth Marketing Revolution 2.0
Cathy Clift, Rapp Collins
David Rabjohns, Motivequest


Taí um tema que dá muito pano pra manga: Marketing Viral. Se for uma teorização em cima a sessão for pro lado da teoria, vamos torcer pra que essa dupla seja brilhante... Se faltar idéia, resta torcer pra que seja bem rico em exemplos brilhantes e inéditos (eu não ficaria feliz em ver um videozinho viral meia-boca acompanhado de um monte de estatísticas provando que ele deu certo).

Planning in the Digital World
George Scribner, Digitas


Baita assunto amplo... Acho que o que pode fazer a diferença, aqui, é o ponto de vista do cara que vai falar. Se ele tiver uma idéia realmente nova, bacana, diferente, pode ser muito bacana. Pra ter alguma idéia, fui atrás do George Scribner no Google e não achei nada. Só achei menção dele em Press Releases e no site da conferência. Aí entrei no site da Digitas, cuja apresentação institucional começa assim: "DIGITAS is one of the country’s leading digital and direct marketing agencies. Founded in 1980...". Se a contribuição deles para o tal mundo digital for só coisas quadradas desse tipo, tô passando longe.


Acho que a minha candidata mais forte é a "Alternative Ways to Global Branding". Vou procurar saber mais sobre ela. Se alguém tiver algum cheiro do que se trata (ela ou as outras), manda pra gente, por favor.

Amanhã comento as opções da segunda breakout session.

Mais Breakout Sessions: Que diabos é Neuro Marketing?

Continuando a seleção das Breakout Sessions, confesso que quando li: “Why Neuro Marketing is Wrong.” me achei meio desinformada.
Mas, depois de uma rápida enquete, percebi que esse é o tipo da coisa que todo mundo imagina o que é, diz que acha que sabe, mas ninguém explica.
Bom, então vamos lá:
“Companies are spending millions trying to get inside consumers' minds -- literally -- through the emerging field of Neuro Marketing. They're using MRI scanners to see how human brains respond to new products and advertising.”
Ou seja, o Neuro Marketing é nada mais, nada menos que a utilização da neurociência em prol das empresas e suas marcas. Isso, uma vez que o tal diagnóstico dado por ele permitirá reponder às razões que levam um consumidor a decidir-se por determinada marca. E... quem sabe… dar uma ajudinha nesse processo.
Essa Breakout Session - embora já comece polêmica no título: “Why NM is wrong?” – não me parece das mais interessantes e nem promissoras. Mas, no mínimo é curiosa.

Brasileiros na conferência

Até o momento, as informações que conseguimos juntar (eu, a Bel e a Tânia do GP) indicam que a delegação brasileira será formada por (em ordem alfabética):

Amanda Felício, Leo Burnett
Bel Nascimento, DM9DDB
Bernardo Fernandez, NBS
Cíntia Gonçalves, AlmapBBDO
Cristiane Pereira, DM9DDB
Daniel De Tomazo, JWT
Eduardo Lorenzi, NeogamaBBH
Flavia Baptistini, AlmapBBDO
Jurandir Craveiro, NBS
Liane Santi, AlmapBBDO
Luciano Di Eugênio, DM9DDB
Paulo Macari, JWT
Renata Bonilha, AlmapBBDO
Rita Almeida, Capital Pessoal
Rodrigo Maroni, JWT
Ulisses Zamboni, Santa Clara

Ou muito me engano, ou já é a maior que rolou...

Tem algum erro na lista ou mais algum nome que vocês saibam e que eu tenha deixado de fora?
Botem nos comentários, please.

Is all planning created equal?

Eu não tinha reparado direito nas Breakout Sessions, mas o toque do Rodrigo me alertou. Tem uma sessão que com certeza assistirei:
Is All Planning Created Equal? A Debate
Panelists:
Emma Cookson, Bartle Bogle & Hegarty
Mark Earls, Ogilvy & Mather
Adrian Ho, Fallon
George Scribner, Digitas
Moderator: Alasdair Lloyd Jones, Ogilvy & Mather LA

Conheço alguma coisa do trabalho de dois "panelistas" que admiro: o Mark Earls, que foi da St. Luke, e a Emma Cookson, da BBH. Foi legal o Lorenzi mencionar a Emma em nota anterior. Tenho a maior vontade de encontrá-la, não só porque representa uma escola exemplar de planejamento, mas porque temos um amigo comum que nos pôs em contato no ano passado. Mas não passamos de três ou quatro conversas por telefone. Ela e eu sempre correndo nunca conseguimos nos encontrar. Agora vai dar, espero! A propósito, o Matthew Gladstone irá à Conferência?

O que é bom para os Estados Unidos...

Se eu fizer um revival básico, o que mais me recordo do evento de Chicago no ano passado foi a dor de cotovelo pós-evento. Sim, fiquei com uma bela inveja branca só de ver os profissionais americanos usando todo seu potencial de planejamento estratégico no gerenciamento de suas marcas.

A defasagem de realidades é imensa; lá as ferramentas são inúmeras, a senioridade no assunto branding, planning e quetais dos anunciantes e agências é absurdamente alta, as possibilidades florescem em árvores e, ainda melhor, a informação para gerenciar isso tudo está disponível.

No evento passado tive uma leitura límpida do gap estratégico e da dinâmica do nosso mercado em relação ao americano. Não nos esqueçamos que, o que vamos ouvir por lá, é reflexo da realidade americana e que está um pouco longe da nossa aqui. O que para eles é realidade, para nós ainda trafega na tendência.

Mas a premissa não é só pessimista não. Podemos contar com a velocidade da obsolescência do mundo de hoje e, talvez, talvez consigamos fazer o "catch up" do mercado brasileiro nos próximos 2 anos.

Por enquanto, vou afirmar com o "trocadalho": nem sempre o que se aplica para os Estados Unidos, se replica para o Brasil. Vamos ver se vou morder a língua no pós-evento deste ano... Me façam essa cobrança!

Conferência "da boa"!

Quando estávamos discutindo aqui na agência se deveríamos mandar alguém para a conferência, nossa conclusão em conjunto com a Head of Planning da BBH (*) foi que SIM, mas com alguma reserva. (* Emma Cookson, que participará de um painel de discussão no segundo dia da conferência)

"Sim" porque a conferência é uma oportunidade de ver o que está passando pela cabeça dos principais planners das principais agências dos EUA: suas preocupações, suas motivações, suas descobertas recentes, suas novas formas de verem as coisas ou até aquilo que está mais "na moda" para ser usado em planejamento.

"Com reserva" porque esse grande mind set de planners incríveis do primeiro mundo evolui sem qualquer compromisso com o calendário gregoriano. Ou seja, não é todo ano que a conferência traz novidades imperdíveis e fundamentais para o nosso trabalho do dia a dia. Talvez a conferência traga coisas realmente inéditas e fundamentais da nossa "turma" de planejamento a cada 2 ou até 3 anos.

Com base nisso fiquei realmente preocupado com uma coisa...
Essa é a minha primeira conferência de Account Planning. Se for verdade que conferência "da boa" mesmo acontece a cada 3 anos, será que a de 2006 vai ser uma delas? Ou será que vai ser uma daquelas "quase tão boa como a do ano passado"?

Conto com os amigos e amigas que estarão lá para juntos darmos nosso veredito: A conferência de 2006 foi "da boa" ou não?

E o atendimento também vai! Olha uma veterana da Conferência...


A Cris é do atendimento e é fã da conferência.
Já foi com grana do próprio bolso, já usou seus dias de férias, já fugiu do chefe pra estar lá e hoje ela vai com patrocínio da agência.

Ela acha importante ouvir a gente, do planejamento, e mais do que isso, acha importante ser um atendimento “co-criativo” (como ensinaram no ano passado) e um atendimento “spark”, seja lá o que a gente vá descobrir que é isso.

Planejadores, peçam pra suas agências mandarem vocês! (Ainda dá tempo!) É importante pra sua carreira, pro seu crescimento, pra sua atualização.
Atendimentos, façam como a Cris e peçam também. É importante pro seu crescimento, pra sua atualização e é importante pra nós, planejadores, que vocês estejam lá.

Escolhendo as Breakout Sessions

A única tarefa chata que a gente tem nos dois dias e meio de conferência é escolher as "Concurrent Breakout Sessions" que a gente quer assistir.
As breakout sessions podem ser palestras, debates ou workshops. Elas têm duração de 1h30 e rolam 4 vezes: duas na segunda à tarde e duas na terça à tarde. Em cada uma são 5 opções: você escolhe uma e fica triste de não poder ver as outras quatro, já que é cada uma em uma sala separada. Em geral, a escolha é feita na última hora e muita gente usa um critério muito simples: ver qual sala tá enchendo mais e correr pra lá. Quase sempre o resultado é de uma ou duas salas abarrotadas de gente (sentadas no chão, de pé no fundo da sala), uma com todo mundo sentadinho confortável e as restantes com menos gente do que o esperado.
Mas justiça seja feita, o nível das breakout sessions não é nada homogêneo. Falo por experiência própria, que já me meti em muita roubada. Então queria aproveitar o espaço do blog pra comentar as opções deste ano, pedir as opiniões dos outros colaboradores e, assim, garantir o melhor aproveitamento do custo-benefício ofertado (eca). Vamos lá.

Mais dois reforços...

...muito bacanas para a equipe deste blog: a Bel Nascimento, Gerente de Planejamento da DM9DDB e o Eduardo Lorenzi, Diretor de Planejamento da NeogamaBBH. E lá vamos nós!

Lavradores de idéias

Ontem de manhã, todo mundo aqui na JWT recebeu um livrinho muito bacana, chamado "The Long Tattoo". Além de dar um refresh geral na galera sobre o conceito "o tempo é a nova moeda", ele também faz uma convocação direta, que sintetiza na seguinte frase: "It's not how many ideas you've had, it's how many ideas you've made happen". Ou seja, todo mundo tem a obrigação de cuidar do processo todo para que a idéia não se perca durante o caminho, e chegue ao final toda detonada (ou nem chegue). Idéias são frágeis...
Esse papo me lembrou de uma discussão que eu, o Dani e o Macari vínhamos tendo nas últimas semanas. Estamos entregando um job IMENSO nos próximos dias, e nesse job nossa participação esteve muito menos ligada a gerar idéias e muito mais a nutrí-las, fermentá-las ou simplesmente protegê-las. E, assim, garantir que a comunicação que a gente vai levar pras pessoas seja tão bacana quanto pede o insight que alguém teve há mais de três meses.
Pois bem, a gente ficava discutindo se isso era planejamento ou não. E, no fim, sem nenhuma intenção de escrever conclusões em pedra, achava que se esse job tinha que ser gerenciado por alguém, talvez o mais apropriado fosse mesmo pelo planejamento, dentro das opções existentes.
Acho que essa vai ser uma tema pra gente discutir muito mais lá em Miami.

NY Spark: Significado de prateleira (2)

Urban Outfitters é uma rede de lojas que vende roupas, acessórios e coisas para casa. Em comum, todas muito irreverentes -- seja uma camiseta, um jogo de copos, um chapéu, o que for.

No meio disso tudo eles vendem livros, todos cheios de graça também: de um manual de faça-design-você-mesmo a um diretório reltando os investimentos eleitorais das empresas; da customização de camisetas a tirações de sarro com a família.



Fiquei pensando que vender livros é um bom jeito de comunicar "conteúdos" de uma marca. Exemplo, eles vendem livros que falam de criatividade, atitude (política) moderna, estilo ou humor. Possívelmente, esses significados são transferidos para camisetas, luminárias, e até havaianas, que acabam pegando carona nisso.

Já imaginou quanto ia demorar pra fazer no break comercial o que eles fazem através da prateleira?