Senso de realidade
A gente ainda vai falar com mais detalhes sobre cada uma das palestras, mas queria adiantar uma geral do que foi esse primeiro dia, na minha interpretação (e certamente o pessoal vai ter interpretações diferentes da minha, o que vai ser muito bacana).
Minha sensação foi a de que a maior parte das general sessions de hoje tocaram nos pontos mais delicados do relacionamento entre planejadores e clientes, criativos, profissionais de pesquisa...
- A explicação sobre o tema da conferência pelos co-chairs (planejadores, claro) foi prolixa e obscura, um risco para o qual planejadores precisam sempre estar atentos;
- A apresentação da Ann Hand, SVP da British Petroleum despertou a sensação imediata de que vários clientes com quem trabalho ou já trabalhei poderiam estar no lugar dela fazendo uma apresentação mais rica. Bobagem: citando o mesmo livro "The Long Tatoo" do qual falei outro dia, "clients aren't kryptonyte". É preciso ter respeito por eles pra começar a construir uma relação rica. E se colocar nos sapatos deles pra perceber como podemos ajudá-los. Sobre isso, o último slide da apresentação dela, com conselhos para os planejadores, foi matador:

- O painel entre diretores de criação ("What is it we are inspiring") simplesmente desandou. Eles mostraram bons cases, falaram coisas bacanas, mas rolou um clima muito esquisito entre eles e a Robin, moderadora do painel. Serviu pra lembrar que, pra rolar pra valer, a boa relação entre planejadores e criativos precisa ser mais do que mera imposição contratual.
- Pra terminar, Hall & Partners, Millward Brown e Ameritest Research trouxeram ao palco (desta vez, de forma nada sutil), o interminável conflito entre planejadores e institutos de pesquisa quando o assunto é pré-teste de campanha. E deixaram a nítida sensação de que o diálogo vai continuar sendo muito difícil.
Por outro lado, a expectativa de capturar inspiração foi atendida pelo Andrew Deitchman, da Mother - que, fugindo da literalidade, ironizou os maiores clichês do pensamento estratégico em favorecimento de uma idéia divertida e envolvente -, pelo Richard Tait, inventor do Cranium, que mais uma vez lembrou como a cultura corporativa é importante para sustentar marcas poderosas - e pela apresentação de um dos cases que ganhou ouro no Jay Chiat Planning Awards, o de Axe Snake Pel.
Minha sensação foi a de que a maior parte das general sessions de hoje tocaram nos pontos mais delicados do relacionamento entre planejadores e clientes, criativos, profissionais de pesquisa...
- A explicação sobre o tema da conferência pelos co-chairs (planejadores, claro) foi prolixa e obscura, um risco para o qual planejadores precisam sempre estar atentos;
- A apresentação da Ann Hand, SVP da British Petroleum despertou a sensação imediata de que vários clientes com quem trabalho ou já trabalhei poderiam estar no lugar dela fazendo uma apresentação mais rica. Bobagem: citando o mesmo livro "The Long Tatoo" do qual falei outro dia, "clients aren't kryptonyte". É preciso ter respeito por eles pra começar a construir uma relação rica. E se colocar nos sapatos deles pra perceber como podemos ajudá-los. Sobre isso, o último slide da apresentação dela, com conselhos para os planejadores, foi matador:
- O painel entre diretores de criação ("What is it we are inspiring") simplesmente desandou. Eles mostraram bons cases, falaram coisas bacanas, mas rolou um clima muito esquisito entre eles e a Robin, moderadora do painel. Serviu pra lembrar que, pra rolar pra valer, a boa relação entre planejadores e criativos precisa ser mais do que mera imposição contratual.
- Pra terminar, Hall & Partners, Millward Brown e Ameritest Research trouxeram ao palco (desta vez, de forma nada sutil), o interminável conflito entre planejadores e institutos de pesquisa quando o assunto é pré-teste de campanha. E deixaram a nítida sensação de que o diálogo vai continuar sendo muito difícil.
Por outro lado, a expectativa de capturar inspiração foi atendida pelo Andrew Deitchman, da Mother - que, fugindo da literalidade, ironizou os maiores clichês do pensamento estratégico em favorecimento de uma idéia divertida e envolvente -, pelo Richard Tait, inventor do Cranium, que mais uma vez lembrou como a cultura corporativa é importante para sustentar marcas poderosas - e pela apresentação de um dos cases que ganhou ouro no Jay Chiat Planning Awards, o de Axe Snake Pel.
1 Comentários:
Rodrigo, lindo. So real... Obrigada por dividir tanto. :)
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