Quarta-feira, Julho 26, 2006

O revide veio a cavalo...

Diferentemente de ontem, a manhã do segundo dia de evento foi coroada por um elenco de irreverência intelectual e atualidade estratégica que supriu a carência estratégica de ontem.

A primeira surpresa do dia foi a apresentação do case do TLC - The Learning Channel (Gold Winner e concorrente ao Grand Prix do Jay Chiat Planning Awards). O case materializa a premissa de que as marcas podem gerar receita incremental a partir do potencial de seus core equities. Gerar “conteúdo” para a programação era rotina para esse canal à cabo americano, mas disseminar conteúdo a partir de sua “promessa de marca” criando brand properties para o envolvimento da audiência além da sua programação é genial. Vale um blog só com esse case.

Surpresa 2: Media Panel, com a presença dos tops mundiais no setor, Magna Global Media, OMD e Doner, um painel mediado por Chris Theodoros, VP de Relações com a Indústria da Comunicação do Google. Porque surpresa? A expectativa era ouvir o velho discurso sobre o afastamento entre as agências de comunicação e os bureaus de mídias gerando resultados muitas vezes desastrosos para os anunciantes. No entanto, ouvimos conceitos interessantes de planejamento de mídia como “consumer connections”, “branded content” e “go beyond CPT (Cost Per Thousand)”. E, também, a provocação de que os planejadores são profissionais que tendem a trabalhar mais com a criação de que com a mídia.

Ovacionado por uma audiência de mais de 700 pessoas por alguns minutos, o Dr. Bob Deutsch, fundador da Brain Sells, foi a terceira surpresa da manhã. Brilhantemente dissertou sobre o que considero o tema mais atual do encontro que é a força da palavra. E começou muito bem mudando o vernáculo mais usado na propaganda e no marketing “consumer (consumidor)” por “people (pessoas)”. Trouxe uma nova perspectiva aos relacionamentos entre marca & pessoas e definiu – com a profundidade de quem sabe o que está falando - o conceito do que uma marca representa no século 21: “It is a metaphoric merge between both people’s history and product promises”.

Com uma manhã repleta de idéias contemporâneas a respeito de nosso negócio, da nossa cadeira de planejamento, suplantei a decepção do dia anterior com louvor. No entanto, a reincidência das decepcionantes “Concurrent Breakout Sessions” a tarde voltou a pesar. No entanto, não atrapalhou a sensação de “accomplishment” desta manhã.

Vale destacar que dentre os Gold Awards do Prêmio Jay Chiat Planning, o case de AXE levou o Grand Prix frente aos cases Audi A3 e TLC (mencionado anteriormente). Quando chegarmos no Brasil, levaremos os cases “na bagagem” e vocês poderão provar se o melhor realmente ganhou. Particularmente, AXE seria minha terceira escolha.

Amanhã estarei de volta.

Uli.

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