Quarta-feira, Julho 26, 2006

"Heal my Soul"

Acabaram os trabalhos! A conferência deu um show de contemporaneidade no terceiro dia. Visões maduras, críticas acentuadas mas inspiradoras sobre o mercado, profissionais e especialmente aos planejadores.

Nick Barham - TBWA Shanghai deu a primeira palestra do dia e sugeriu a fórmula pessoal para inpiração. Mostrou uma China que cresce 18% ao ano e quer se tornar o país número 1 do mundo, deliberadamente batendo os Estados Unidos. Uma China que ainda conflitua diferentes faces da personalidade: a China contemporanea, a China do passado e a China que "bebe da fonte" do Ocidente.

Nick se baseia na regra de se fazer coisas diferentes para se obter inspiração. Fazer "novo" e "diferente": N+U=I (new plus you equals inspiration). Sua apresentação foi despretensiosa e pontual. Powerpoint clean, fundo branco, com textos e fotos acertadamente jogados no slide e um sotaque inglês que dá charme e credibilidade à qualquer planejador (diga-se de passagem que os Americanos tem a famosa inveja branca dos planejadores ingleses...)

Carl Johnson, sócio da Anomaly, veio depois e arrebanhou adeptos após palestra. Trouxe a verdade, na mais que a verdade. Ou melhor, o que ele chama de autenticidade como fonte inspiradora. E deu três regras inegociáveis para se fazer uma grande empresa de comunicação:
1. No silos; 2. We never sell time (sheet); 3. We create our own Intelectual Property. Vale uma divagação no modelo da Anomaly... e comparar com o que as agências de modelo de negócios tradicionais fazem.

Ouvi há algum tempo "Change or die" e, para quem ainda não ouviu, please, CHANGE OR DIE! Novos modelos de negócio de comunicação - como o da Santa Clara, por exemplo - que prevêem remuneração variável, diversidade de pensamento em quaisquer disciplinas e venda de inteligência como insumo básico - tem se tornado um must em qualquer mercado.

Mr. Bond... da Kirstenbaum Bond + Partners deu um show e repetiu que vale uma revisitada no modelo de negócios e que a propaganda é como uma droga: você injeta no marca, ela reage mas definha depois do efeito... e que por isso está morrendo. O que os planejadores precisam neste momento é recomendar estratégias perenes e que construam ininterruptamente a marca e o negócio.

Sem medo de magoar, Bond declarou que planejadores estão "under employed" já que não ganham tanto dinheiro quanto os brokers de Wall Street - apesar dos clientes saberem que suas marcas e as suas companhias tem lucros gerados pelas suas estratégias. A diferença fundamental é que um broker "prova" o retorno. Nós, ainda estamos longe de "provar o intengível"! Bom argumento, mas ainda sem resposta efetiva.

Por enquanto é só. Mais tarde trago mais profunidade aos assuntos acima para deixar vocês ainda mais por dentro do que aconteceu.

Uli.

3 Comentários:

Luiz Felipe [NBS] disse...

Vou procurar essa palestra do Bond na internet. Parece ter sido bem 'provocante'.

Abs!

15:42  
Eduardo Natividade disse...

Que vontade de estar nessas palestras.Que bom que o mercado e clientes estão a caminho de perceber o valor dos profissionais de planejamento.
Mas, infelizmente "Provar o intangível" passa antes por provar o retorno.Pelo menos isso já é uma boa pergunta para criarmos algumas respostas novas.

14:58  
Sil Curiati disse...

Uli! Sobre o papo naquele almoço no japa, encontrei a informação pra tirar a dúvida. Carl Johnson voltou pra NY mesmo, abriu lá a Anomaly.
Esta entrevista deve ser legal: http://if.psfk.com/when/archives/interview_with_carl_johnson_of_anomaly.html
Mas tem que se associar pra ler ;)
bêjo!

17:05  

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