Alta expectativa?
Acabou o dia. Após o tradicional "get together" com drinks & jantar - tipicamente americano -(com hora para começar e acabar) devo confessar que me senti pouquíssimo compelido à escrever alguma coisa sobre o dia.
Diferentemente do evento passado em Chicago, o dia foi de poucas surpresas (talvez eu tenha escohido errado as "breakout sessions" mas, mesmo as conferências coletivas também foram fracas). Para se ter uma idéia, ouvimos de um consagradíssimo publicitário dono de uma "boutique criativa" coisas do tipo "The whole world is a moving target" e "Most products are much better than the advertising it is surrounded by" (David Ogilvy falava isso para conquistar seus clientes há 20 anos atrás).
A expectativa para esse evento era a de uma evolução no discurso coletivo e no conteúdo individual, seja nas palestras ou na mensagem tema do evento - "spark!" (inspiração), já que o evento contempla palestras de americanos e ingleses para americanos (em sua grande maioria). Não foi o que aconteceu. O sub-texto do evento de hoje tangenciou a necessidade de defesa da cadeira de planning. Eu diria que a situação foi constrangedora para um mercado maduro como o americano.
Mas não foram só decepções não. Alguns outros "quotes" - mesmo que isoladamente - valeram algumas palestras. Mark Beeching, Global Executive Creative Director da Digitas teoriza: "We need more verbs, less adjectives", mencionando basicamente que o século 21 retrata claramente um ambiente propenso a "ATITUDE", sugerindo mais ação, menos discurso entre marca e consumidor. Outra menção que vale honra do dia fica por conta de Ann Hand, Senior VP GLobal Retail Marketing BP, que diz sem medo de ser feliz: "Planejadores, por favor, não me lembrem das mazelas de minha marca/corporação em seus diagnósticos e recomendações. Eu já os conheço; TRAGAM-ME ALGO NOVO", provoca ela.
Mark Earl tentou - sem sucesso - derrubar a premissa do neuromarketing (veja comentário do amigo Jura sobre o assunto), mas trouxe no final de sua palestra uma dica preciosa que pode ajudar os planejadores em seus discursos de convencimento sobre a importância da comunicação segmentada. Através de um esquema gráfico simples de entender, ele ataca a tradicional pesquisa de mercado dizendo "We have been wasting our time researching for wrong subjects. Peer to peer influence nowadays tend to be more a subject of investigation than any other current massive model of persuasion (mass communication)".
A última decepção do dia foi com o brilhante Russel Davis - que deu show há um ano em Chicago - e aqui fez a audiência trabalhar porcamente no espaço de alguns minutos em exercícios sobre criatividade (que poderiam ser teorizados por ele, não praticados por nós). Isso sim, foi uma perda de tempo. Seu speech inexistiu e o sub-texto marcado pela apresentação foi o da venda de sua nova empresa de consultoria, a OIA - Open Intelligence Agency.
Amanhã - digo - hoje (já são 5 minutos pós meia-noite) tem mais.
Uli.
Diferentemente do evento passado em Chicago, o dia foi de poucas surpresas (talvez eu tenha escohido errado as "breakout sessions" mas, mesmo as conferências coletivas também foram fracas). Para se ter uma idéia, ouvimos de um consagradíssimo publicitário dono de uma "boutique criativa" coisas do tipo "The whole world is a moving target" e "Most products are much better than the advertising it is surrounded by" (David Ogilvy falava isso para conquistar seus clientes há 20 anos atrás).
A expectativa para esse evento era a de uma evolução no discurso coletivo e no conteúdo individual, seja nas palestras ou na mensagem tema do evento - "spark!" (inspiração), já que o evento contempla palestras de americanos e ingleses para americanos (em sua grande maioria). Não foi o que aconteceu. O sub-texto do evento de hoje tangenciou a necessidade de defesa da cadeira de planning. Eu diria que a situação foi constrangedora para um mercado maduro como o americano.
Mas não foram só decepções não. Alguns outros "quotes" - mesmo que isoladamente - valeram algumas palestras. Mark Beeching, Global Executive Creative Director da Digitas teoriza: "We need more verbs, less adjectives", mencionando basicamente que o século 21 retrata claramente um ambiente propenso a "ATITUDE", sugerindo mais ação, menos discurso entre marca e consumidor. Outra menção que vale honra do dia fica por conta de Ann Hand, Senior VP GLobal Retail Marketing BP, que diz sem medo de ser feliz: "Planejadores, por favor, não me lembrem das mazelas de minha marca/corporação em seus diagnósticos e recomendações. Eu já os conheço; TRAGAM-ME ALGO NOVO", provoca ela.
Mark Earl tentou - sem sucesso - derrubar a premissa do neuromarketing (veja comentário do amigo Jura sobre o assunto), mas trouxe no final de sua palestra uma dica preciosa que pode ajudar os planejadores em seus discursos de convencimento sobre a importância da comunicação segmentada. Através de um esquema gráfico simples de entender, ele ataca a tradicional pesquisa de mercado dizendo "We have been wasting our time researching for wrong subjects. Peer to peer influence nowadays tend to be more a subject of investigation than any other current massive model of persuasion (mass communication)".
A última decepção do dia foi com o brilhante Russel Davis - que deu show há um ano em Chicago - e aqui fez a audiência trabalhar porcamente no espaço de alguns minutos em exercícios sobre criatividade (que poderiam ser teorizados por ele, não praticados por nós). Isso sim, foi uma perda de tempo. Seu speech inexistiu e o sub-texto marcado pela apresentação foi o da venda de sua nova empresa de consultoria, a OIA - Open Intelligence Agency.
Amanhã - digo - hoje (já são 5 minutos pós meia-noite) tem mais.
Uli.
1 Comentários:
está uma delícia este blog!
estou adorando estar aí com todos vocês!
acho que o que fica é: não existem fórmulas.
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