Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Pratique generosidade :)

Passei aqui pra duas coisas: enterrar o blog e agradecer às pessoas. Começando pelo agradecimento.

Talvez seja a minha paixão, mas não consigo deixar de achar que esse projeto, os Postais de Miami, foi bem especial. E eu não acho isso olhando para um resultado, para o que foi escrito ou apresentado. Eu acho isso quando olho para quanta gente diferente se envolveu e contribuiu em tantas frentes diferentes.

Começando por quem se apresentou para discutir, enriquecer, apoiar a aprovar a idéia (que foi muita gente diferente). Depois, a equipe de internet do GP, que colocou o blog no ar. Aí apareceram as (seis) pessoas pra escrever -- foram 83 posts de altíssimo nível. E quando se escreve, as pessoas reagem,: foram muitos comentários e contribuições (tenho certeza que vão ser mais nos próximos). De volta ao Brasil, a organização do evento foi impecável; méritos de toda a turma de eventos e da secretaria do GP. Giusti (RP) e ESPM, sempre presentes. Quem apresentou no eventou, honrou todo esse trabalho. Que, por fim, só fez sentido porque 130 apareceram lá na hora H, pra ouvir e falar.

Todos cheios de coisa pra fazer, todos inventando tempo pra cuidar de uma coisa que não é sua -- mas é de todos.

É por isso que eu tenho certeza que foi um projeto especial. Porque todo esse trabalho e dedicação nunca é em vão, e certamente já está fazendo a diferença, seja para o mercado, para o "planejamento", para as agências, para as pessoas.

É por isso que o agradecimento é de coração.

Bom... e o enterro? Em resumo, vai ser assim: a partir de hoje, sem posts novos aqui. Mas o conteúdo permanece aqui disponível, sempre. Se você é associado do GP ou participou do evento e quer uma cópia das apresentações que rolaram lá na ESPM, é só mandar um email para gp@grupodeplanejamento.com.br que vão te explicar como fazer.

Até a próxima. É nóis.

Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Clipes da Conferência

Publiquei alguns clipes que a gente preparou para a apresentação do Daniel ontem, mas ficaram de fora pra não estourar (ainda mais) o tempo...
AAAA Video #5

Passagem muito significativa das considerações finais do Domenico Vitale, da KB+P e co-chair do evento.
AAAA Video #4

Rápido clipe da palestra da Ann Hand, Diretora de Mkt da BP.
AAAA Video #3

Clip com um rápido trecho das credenciais da MB e a primeira pergunta feita pela platéia, o melhor momento do painel sobre pré-teste de pesquisa.
AAAA Video #2

Trecho do painel de mídia.
AAAA Video #1

Rápido trecho da palestra do Mark Beeching, da Digitas.

Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Evento

Tem alguém aí ainda? Testando som, 1, 2, 3...

Os dias tem sido loucos e por isso saiu na mídia de propaganda antes de sair aqui: os Cartões Postais de Miami vão virar um evento semana que vem na ESPM.

Vai ser um prazer ver todo mundo lá. As infos estão aqui ó.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Miami Ink. Um “reality show” encenado...


Já que a cidade é Miami e estamos falando de conteúdo televisivo e experiências reais, gostaria de relatar aqui a dura realidade, ou a dura falsidade, do Programa Miami Ink, exibido no Brasil pelo People & Arts e nos EUA pelo TLC – The Learning Channel.
Descobri por acidente que o estúdio do Ami e seus amigos ficava a 3 quadras do nosso hotel (1344, Washington Avenue).

Ao chegar lá vi que o estúdio chegou a um ponto que já não funciona de verdade. Ami, Chris Garver, Darren, Chris Nuñez, ,Kat e Yoji viraram celebridades e só tatuam alguém quando há uma câmera ligada. E esse alguém tem que ter se inscrito junto à produção do programa alguns meses antes e ter a sorte de ser sido escolhido por eles. Sem contar que o preço das tatuagens, nesse caso, é bem mais caro.

Durante o dia o estúdio ficava ou fechado, ou com uma equipe de produção em torno dele, controlando o fluxo de pedestres para não atrapalhar a captação das cenas. É claro que o estúdio ainda abre para quem chega do nada e quer fazer uma tatoo, mas isso acontece entre 21:00hs - 00:00hs e sem as grandes estrelas do programa.

Se alguém tiver a oportunidade de passar por lá e quiser tirar foto, no maior estilo turista como eu fiz, não se preocupe. Em uma parada de 5 minutos na porta do estúdio você verá pelo menos umas 20 pessoas passando por lá só pra tirar foto.


Extremos do consumo em Miami e uma boa Brand Experience

No meu último dia em Miami, visitei lugares interessantes para fazer compras e ver as diferentes experiências de consumo que a cidade oferece.

Como sabia que tinha pouco tempo, escolhi 2 lugares extremos para conhecer. O primeiro foi o Bal Harbour Shops, uma espécie de Shopping Iguatemi/Daslu de Miami (http://www.balharbourshops.com/). O Bal Harbour tem lojas de praticamente todas as grandes grifes do mercado de luxo mundial (Gucci, Armani, Louis Vuitton, Cartier etc) e um atendimento naturalmente de alto nível. Ao olhar uma loja por exemplo (no espírito “só estou dando uma olhadinha”) o vendedor me abordou e eu disse a ele que estava, na verdade, procurando uma outra loja (chutei “Armani”, só pra despista-lo). Para minha surpresa ele saiu da loja e me pediu para acompanhá-lo até a porta da loja da Armani. Esse nível de serviço, nem no Iguatemi.

No outro extremo, visitei o Bayside Marketplace (www.baysidemarketplace.com/html) que é um shopping mais popular: maior parte ao ar livre, carrinho de pipoca, feirinha de camelôs vendendo ímãs e camisetas de golfinhos ou flamingos no espírito “eu fui pra Miami” e gente pra tudo o que é lado. O Shopping coloca até várias placas com as “Regras de etiqueta” para freqüenta-lo, do tipo “não usar linguajar nem fazer gestos obscenos”, “não ficar sem camisa” e “não portar armas”.

Mas o que valeu realmente a pena no Bayside foi descobrir a loja do Discovery Channel. Convenhamos que os Estados Unidos são um um país competente em criar e vender produtos licenciados por marcas queridas. Desde uma Disney Store até uma Coca-Cola Store tudo parece vender bem lá. Mas a loja do Discovery Channel vai além do mero licensing desenfreado, ela é um belo exemplo de marketing de experiência. Primeiro porque trata-se de uma loja de um canal de televisão com um tema totalmente virtual e ao mesmo tempo riquíssimo. A loja abrange tanto o Discovery tradicional quanto suas versões Kids e Home&Health. Desde os óbvios DVD´s de programas transmitidos, binóculos, telescópios e livros sobre o lado mais interessante do conhecimento humano a loja é uma espécie de laboratório do professor Pardal, principalmente na seção de brinquedos. Exemplos de produtos que eu vi por lá: vasilha pra cachorro que apita quando a água acaba, ímãs que gritam quando se encostam, radar de velocidade portátil para crianças, kits para montar colônias de formigas, cofrinho de guardar moedas que abre com reconhecimento de voz e um relógio que funciona a base de Cola-cola e suco de frutas.

Vale ressaltar que a loja em si é muito simples, nada de incrível na decoração e nem corners temáticos. Mas é muito interessante ver o critério por detrás da escolha de produtos tão diferentes, fabricados por empresas tão diferentes, de forma que todos eles tenham algo em comum. E esse algo em comum é o que fortalece a marca do Discovery Channel na sua cabeça enquanto você passeia pela loja. Ao chegar no Brasil vi que, além de lojas em 32 Estados americanos, eles têm uma loja virtual no http://shopping.discovery.com/ , caso alguém tenha interesse de conhecer mais sobre esse bom exemplo de extensão de marca.

Artigo sobre a Conferência

O pessoal do M&M me pediu para escrever um artigo suscinto contando o que eu achei da conferência lá em Miami.
Agora que já foi publicado (MM de ontem), posso colocar aqui no Blog também.
Abraço

"O poder dos 5,2%
A Conferência de Planejamento 2006 da AAAA

Comecei minha carreira como aprendiz do Júlio Ribeiro, naquela que muitos consideram a melhor escola de planejamento do Brasil. De lá vim para a NEOGAMA/BBH, do grupo BBH, que é considerado uma das melhores escolas de planejamento do mundo. O que aprendi de mais importante nestes 10 anos de carreira é que nunca se deve parar de aprender.
Como parte desse aprendizado, estive no fim do mês passado em Miami, na Conferência de Planejamento 2006 da AAAA – American Association of Advertising Agencies.

Chegando lá fui impactado pelo óbvio e inevitável espírito de corpo que pairava no ar. Nós, planejadores, não somos tão expostos e famosos como os criativos, nem tão estruturados e unidos como os mídias no Brasil. Por essas razões foi realmente impressionante estar reunido com outros 600 indivíduos da “minha espécie”.

O conteúdo da conferência foi muito bom, entregou o que prometia, ou seja, mais inspiração, tanto no trabalho do planejador quanto na relação com as outras disciplinas de comunicação. Conforme colocou Nick Barham, palestrante do último dia, a inspiração deve ser encarada também no sentido respiratório do termo e não como um luxo, pois ela é necessária à nossa sobrevivência.

De tudo o que eu vi em Miami, o mais importante foi perceber como as empresas cada vez mais deixam de encarar o consumidor como um público-alvo e passam a enxergá-lo como alguém que pode fazer algo pela sua marca. Mais e mais as empresas estão chamando o consumidor para participar de suas campanhas, convidando-o a fazer coisas na vida real, o que, no fim das contas, esquenta a relação deles com as suas marcas.
Essa me parece uma tendência irreversível da comunicação.

Prova disso é a sofisticação contida no trabalho multidisciplinar de planejamento de vários dos cases apresentados e premiados pela AAAA. Havia desde uma espécie de caça ao tesouro de verdade para divulgar um novo modelo da Audi até a criação de uma divertida sociedade secreta, divulgada em um programa de TV, para difundir o uso de creme esfoliante AXE para o público masculino (www.orderoftheserpentine.com). Este último case, inclusive, deu à BBH de Nova York o Grand Prix do “Jay Chiat Planning Awards” de 2006, um prêmio que os jurados não davam desde 2003 por acharem que nenhum projeto merecia ganhar. Exemplos como esse mostram que o planejamento de comunicação ruma, inevitável e gradativamente, para um caminho through the line, onde há muita ativação e muito conteúdo editorial misturados com a publicidade tradicional.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a extensa busca por aquilo que provavelmente seja a maior virtude de um bom planejador: o bom senso. Em face de toda a tecnologia, surgimento de novas mídias, novas experiências e novas técnicas de se obter informação, há um claro movimento em busca de uma abordagem mais intuitiva, livre de processos engessados e de preconceitos ao se planejar comunicação.

Dentro desse movimento, vem-me à cabeça algumas lições de alguns dos palestrantes lá presentes: Chuck Porter (Crispin Porter + Bogusky), que disse não ter processos muito definidos de trabalho e que muitas vezes incentiva clientes a abandonar o medo de serem politicamente incorretos para aprovarem grandes idéias criativas. George Scribner (Digitas) acredita que o planejamento deve ter como meta inspirar os consumidores e não só os criativos. O dr. Robert Deutsch (Brain Sells) relembrou que não existem consumidores, mas pessoas, e que conversar com elas e se basear nas suas próprias convicções é muitas vezes mais eficaz e certeiro do que muitas pesquisas de mercado complexas.

A conferência também exibiu os revolucionários de plantão, ou seja, aqueles empresários que resolvem montar uma agência baseado em uma visão contrária ao padrão estabelecido. A Anomally é um bom exemplo disso, pois não trabalha com time sheet e funciona como uma espécie de criadora de novas idéias para marcas, que eventualmente podem ser vendidas para os clientes. Isso se assemelha bastante com a ZAG, empresa criada no ano passado pela BBH de Londres (mais informações sobre a conferência no blog: www.grupodeplanejamento.com.br/postaisdemiami).

Mas, voltando ao espírito de corpo que me impressionou logo de cara em Miami, para mim, mais importante do que os 600 planejadores foram os cerca de 32 brasileiros presentes na conferência, ou seja, 5,2% do total de participantes.

Num universo onde a indústria da comunicação brasileira equivale a 3,6% da norte americana, os 5,2% de brasileiros – a maior delegação estrangeira da conferência - evidenciam a vontade das agências daqui em se estruturarem melhor na disciplina do planejamento. Esse foi o fato mais inspirador da conferência.

O fato sinaliza uma grande oportunidade para quem trabalha nessa área no Brasil, ou uma grande ameaça, segundo a turma do “copo meio vazio”. Se por um lado a profissão tende a se valorizar e a demanda por planejadores deve continuar aumentando e se intensificando nos próximos anos, a classe como um todo tende a crescer e a se commoditizar em algum grau. Isso significa que só haverá espaço para quem realmente souber fazer a diferença."

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Ainda recarregando as baterias...

Tá certo que as ameaças de furacão não se confirmaram, mas apesar de durar só dois dias e meio, a conferência não é moleza não. Nesses últimos dias, deu pra sacar que a galera que esteve por lá voltou bem cansada. Sem falar, claro, que a caixa postal não pára de aceitar e-mails, os jobs continuam rolando... ou seja, um monte de coisas pra pôr em dia. Mas este blog ainda tá longe de dar por encerrada sua missão, OK?


Essa foto do "hurricane preparedness", por sinal, é do blog da Fernanda Tedde, o Two Way Monologue. Ela bancou do próprio bolso a viagem e a inscrição, além de descolar hospedagem na casa de uma amiga ali mesmo em South Beach. E aproveitou tudo que podia, compareceu até no café da manhã do Russell Davies na Jerry's Famous Deli, mesmo depois de ter detestado a breakout session dele (aliás, tá difícil encontrar alguém que tenha gostado).

Segunda-feira, Julho 31, 2006

CP+B: no palco, não na platéia

Já de volta, muito trabalho e pouco blog. Mas o Ken encontrou um artigo da AdWeek que vale a leitura. É uma análise sobre o que rolou na conferência.

O que mais chamou a minha atenção foi o que eles falaram sobre a participação da Crispin Porter + Bogusky: eles falaram no palco, mas não mandaram ninguém pra assisitir; além disso, não inscreveram nada no prêmio esse ano.

Será que a gente bebe da fonte de quem está na frente, mas não bebe da mesma fonte em que quem está na frente bebe?

Quinta-feira, Julho 27, 2006

AAAA GENTE - II

Mais fotos do pessoal em Miami, aqui.
Quem também esteve por lá e quiser dividir seus momentos, mande suas fotos que eu ponho no flickr junto com essas: paulo.macari@jwt.com

Quarta-feira, Julho 26, 2006

Pelos ares

Quase todos os brasileiros foram embora. Devem estar viajando essa noite. Material novo de baciada, só depois de ler os emails da agência em SP :)

Enquanto isso, firme e forte no CCSP.